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Vacinas de Alérgenos

Vacinas de alérgenos são produzidas por extração aquosa de diversas fontes de alérgenos como epitélio e caspas de animais, cultura de ácaros da poeira doméstica, insetos, pólens e esporos e micélios de fungos do ar, entre outras.
Como qualquer vacina, as vacinas de alérgenos são misturas de proteínas com a finalidade de estabelecer uma resposta imunológica protetiva no paciente receptor.

Os alérgenos não possuem características estruturais em comum que os distingam de outras proteínas, portanto, eles são definidos pela capacidade de provocar reações alérgicas em indivíduos susceptíveis. Entretanto, a maioria dos pacientes são alérgicos (possuem IgE específica) a um número limitado de alérgenos principais (maiores). É comum observar que, quanto maior for o número de pacientes investigados, maior será o número de alérgenos identificados. Dessa forma, qualquer proteína presente na fonte de material alergênico pode agir como um alérgeno.

Um aspecto importante de uma vacina de alérgenos de alta qualidade é a complexidade da sua composição. A padronização é outro ponto crítico e, por razões de segurança, assegurar uma composição e potência reproduzíveis é de fundamental importância.

A imunoterapia com vacinas de alérgenos é o único tratamento causal das alergias mediadas pela IgE. Ela combate a doença, ao contrário dos medicamentos que apenas aliviam os sintomas.

As vacinas de alérgenos são apresentadas em FASES, de concentrações crescentes, e a imunoterapia consiste na administração do alérgeno, ao qual o paciente é sensível, de forma progressiva e gradual, com objetivo de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos bloqueadores (IgG), aumentando a resistência e diminuindo a sensibilidade específica contra o alérgeno. Conseqüentemente, obtém-se a melhora dos sintomas e da qualidade de vida do paciente em tratamentos de, no mínimo, 3 anos.

As vacinas de alérgenos devem ser formuladas de acordo com o diagnóstico do paciente alérgico e devem ser prescritas pelo médico. Os testes alérgicos in vivo (Prick Test ou Testes de Provocação) e in vitro (RAST, ELISA, etc.) são a melhor maneira de se conhecer os alérgenos envolvidos na hipersensibilidade de um paciente. Quanto mais específica for a vacina, mais eficaz e segura será a imunoterapia.

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